 O recrudescimento da inflação, o aparente esgotamento da capacidade de endividamento da classe de renda mais baixa e a redução nos gastos públicos poderá refrear o crescimento da economia ainda em 2008. O varejo já percebe uma queda nas vendas. E a indústria começa a repensar seus planos de produção e vendas para o segundo semestre, buscando antecipar de quanto serão os pedidos efetivos do varejo para o Natal.
Embora a maior parte dos analistas tenha vaticinado que o Brasil apresenta sólidos fundamentos econômicos e o crescimento (maior ou menor) é bastante sustentável, o esfriamento dos negócios poderá trazer pessimismo para os agentes econômicos, com inevitáveis reflexos nos gastos das famílias, principalmente nos de maior valor.
Notícias de aumentos de impostos, a queda contínua das bolsas, o aumento do petróleo e a crise americana não ajudam em nada a alterar este quadro. No passado já vimos muitas vezes o Brasil remar contra a maré e as coisas darem errado no final. A idéia de que somos uma ilha ou um núcleo de prosperidade no meio da confusão jamais se mostrou acertada e agora também não se mostrará.
A pergunta que fica é: estamos no meio de mais uma bolha que logo, logo se esgotará? Ou é apenas um soluço de curto prazo?. Talvez a resposta certa esteja exatamente entre estes dois extremos |